Panorama Político | 22 de Novembro de 2024

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
TENSÃO POLÍTICA NO BRASIL: INVESTIGAÇÃO DE ATENTADOS, FIM DA PRESIDÊNCIA NO G20 E NOVAS REGRAS PARA EMENDAS PARLAMENTARES
O cenário político brasileiro enfrenta momentos de alta tensão, com revelações graves sobre planos de atentados contra lideranças como Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, além de indiciamentos que ampliam o impacto de investigações envolvendo figuras de destaque, como Jair Bolsonaro e militares de alta patente. Paralelamente, chega ao fim a gestão do Brasil no G20, e os debates sobre emendas parlamentares mostram os desafios de governança.
Nesta semana, foram presos quatro militares e um policial, acusados de planejar os assassinatos de Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes.
Além disso, 32 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Casa Civil, General Braga Netto (PL).
A avaliação de setores bolsonaristas, que autoridades ligadas ao governo têm tentado reforçar, é de que os acontecimentos recentes enterram de vez o projeto de lei da anistia. O projeto está congelado na Câmara dos Deputados desde outubro, quando o presidente Arthur Lira (PP/AL) criou uma comissão especial para discutir o PL.
BRASIL SEDIA A REUNIÃO ANUAL DO G20
Também nesta semana, ocorreu, no Rio de Janeiro, a reunião anual do G20, que contou com a participação do presidente Lula como representante do Brasil. Participaram também o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (REDE).
A reunião pautou assuntos como a mudança climática, combate à fome e globalização. Lula voltou a criticar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a defender a taxação dos super-ricos para combater desigualdades e crises no mundo.
Com o encerramento, conduzido pelo presidente Lula, o Brasil entregou a presidência do G20 para a África do Sul, que sediará o próximo evento em 2025.
APROVADAS NOVAS REGRAS DE EXECUÇÃO DE EMENDAS PARLAMENTARES
Nesta terça-feira, foi aprovado pelo Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP) que regulamenta a execução de emendas parlamentares.
A regulamentação das emendas tem gerado um embate entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, iniciado em agosto, quando o Ministro Flávio Dino bloqueou a execução das emendas, até que as regras fossem alteradas para atender a critérios de transparência e rastreabilidade dos recursos.
O projeto aprovado inclui como critérios para a execução das emendas a prioridade de recursos para obras inacabadas e limites para a fatia do orçamento que poderá ser destinada a esta finalidade, respeitando as metas fiscais e fixando o crescimento máximo em 70% da inflação.
O novo texto será encaminhado para sanção presidencial, mas a posição do STF continua indefinida, uma vez que a proposição ainda não atende aos requisitos estabelecidos pelo Ministro Flávio Dino em sua decisão inicial. Até que o STF aprove o novo projeto, a execução das emendas permanece bloqueada.
Os últimos dias foram marcados por acusações que abalam estruturas institucionais e debates sobre transparência e prioridades no uso de recursos públicos. Nas próximas semanas, deve haver uma decisão do Planalto e do STF quanto às emendas. Está no radar, também, a apresentação do pacote de corte de gastos pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com expectativa de anúncio até a próxima terça-feira (26/11).
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